quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Confissões de uma adolescente em crise (nada original)

(Aviso logo que essa postagem está muuuito chata, é só um desabafo meu. Eu estava chorando, precisando colocar para fora o que eu sentia, então eu não vou me sentir despresada se essa postagem tiver zero comentários. Voltem aqui de uma proxima vez que eu prometo uma postagem melhor. Agora eu vou postar logo antes que eu me arrependa.)


Hoje minha postagem vai ser um desabafo, uma auto-explicação, um tanto pessoal, minha opinião.

Vocês já se perguntaram por que têm blog? Eu já, várias vezes, porque infelizmente eu sou uma pessoa extremamente crítica e preocupada com a opinião alheia. Eu fiz um blog porque amo escrever, a escrita é minah paixão, e o único objetivo, que encontrei até o momento, para que eu vivo. Eu poderia muito bem escrever em um caderno ou agenda como fiz nos anos passados. Mas escrevendo neles a única opinião que eu tinha era a minha e eu na verdade nunca quiz que pessoas conhecidas dessem suas opiniões com relação ao que eu escrevia, assuntos muitas vezes, um tanto pessoais (como esse aqui).

Eu fiz um blog por que eu queria escrever sem me preocupar com o que os outros iriam pensar, mas querendo ter uma opinião além da minha, opinião de pessoas de fora, de quem não me conhecesse ou soubesse quem eu sou. O que veleria no meu blog seria o que estava escrito, e não porque talvez aquilo que estivesse escrito estivesse relacionado a alguém do meu di-a-dia (o que muitas vezes estava.

Criei a Garota Viajante, um codinome explica em parte o que eu sou: uma menina que está sempre viajando em seus pensamentos, praticamante vivendo em um mundo paralelo em que só ela pode entrar. Não divulguei meu blog para ninguém conhecido, apenas para pessoas do mundo da blogsfera, desconhecidos.

E foram esses desconhecidos que comentaram durante esse ano que passou cada postagem que eu fazia. Eu abria meu coração, exercia a minha paixão, e não precisava me preocupar com a convivência com as pessoas que me rodeiam depois de postar meus textos.

O que acontece é que eu não guardo segredo dos meus pais, e o pior é que o computador é no quarto deles, inevitavelmente eles me perguntaram quem era essa "Garota Viajante", e eu expliquei que ela era eu, mas que eu não queria que eles lessem o meu blog. E ele me responde que se eu não quisesse que ninguém lêsse meu blog que eu não o tivesse colocado na internet!

Aaaaaafffz... fiquei com raiva. Mas depois ela passou, e eu pude conviver normalmente com a possibilidade de meu pai acessar meu blog, mas eu duvidava muito que isso acontecesse e duvidava também que ele viesse a comentar o que eu tinha escrito.

Mas hoje a raiva me subiu a cabeça quando vi o meu irmão de 9 anos acessando meu blog. É difícil explicar, mas sabe... meu blog é algo tão pessoal, é como se ele tivesse lendo o meu diário secreto... Se imagine ai uma garota de 15 anos tendo sua vida fuçada pelo irmão chato de 9. Isso não é nada agradável não é mesmo?

E quando eu briguei com ele por estar lendo meu blog ele usou o mesmo argumento que meu pai! E eu falei para ele que eu não queria que ele olhasse, que eu estava pedindo para que ele não olhasse... mas ele não me respeitou, me mandou calar a boca e como sempre eu calei, para não causar mais aborrecimentos para a minha mãe.

Sabe, ele me feriu. Eu não sei se foi exatamente por causa disso que eu estou me sentindo tão mal, mas eu sei que foi isso que fez com que uma ferida se abrisse em mim. Eu fico tentando pensar, procurando uma explicação rasável para o que eu sinto, mas todas elas me parecem tão ridiculamente banais, que eu fico cada vez mais com raiva. Talvez não mais dele ou do meu pai por terem "invadido a minha privacidade do mundo da internet" (irônico não?), mas com raiva de mim, por ser tão ridicula, indecisa e sem amor próprio, além de não ter explicaçõe spara os seus próprios sentimentos.

Eu não sou muito normal. Não são todos os adolescentes de 15 anos que se confrontam com perguntas filosóficas do tipo: "quem sou eu?", "por que estou aqui?", "qual o sentido para a minah existência já que eu sinto que não sirvo para nada?"... E aaí essas perguntas ficam martelando na minah cabeça, e de certa forma eu passo a me conhecer melhor, conheço minhas dificuldades, procuro minahs qualidades, algumas respostas, ao invés de ser inconsequente e sair por ai beijando na boca, ouvindo música, fazendo amizades, fofocando e essas outras coisas que os adolescentes normais fazem.

Porque se eu fosse um pouco mais normal eu pararia de viver a vida através de livros, sem me preocupar tanto com as consequências e sem viver em busca do meu verdadeiro eu.

Eu sou uma ridícula anormal, principalmente por fazer com que vocês gastem o etmpo de vocês lendo essas confissões de uma adolescente em crise. O que me deixa pior é saber que tem gente em pior situação do que eu e eu fico aqui chorando porque meu irmão leu meu blog! Sério, não precisam se preocuparem comigo não, é uma crise que vai passar. Mas dessa vez eu resolvi desabafar, eu estava precisando.

Pouco me importa se meu pai ou meu irm~~ao vão ler isso daqui. Eles sempre invadem a minah privacidade mesmo. Meu irmão dorme no mesmo quanto que eu e fica sempre atrás de mim para ler as minahs idiotas conversas do msn. E meu pai tá sempre querendo ver meu orkut e me seguindo em festas preocupado que eu esteja escondendo alguma coisa dele. Mas quer saber? Eu não tenho o que esconder!!!!

Eu não tenho namorado, paquera, ficante, nem pretendente. Sou ridícula! A única sensação de romence que tenho é quando leio os livros infanto-juvenis que compro. Que por sinal são a única fonte de emoção da minha vida, porque ela é um saco e não tem sentido. É melhor que um monte de vidas por aí, e eu dou muito valor à ela, mas infelizmente ela não me faz feliz como eu gostaria.

Sabe... eu vivo tão triste... sempre pensando em algo que podia acontecer para a minha vida ficar melhor. Sonhando com uma melhora no futuro ou com a viagem à Disney que eu fiz no passado. Tem alguma coisa que me impede de viver o presente. Quer dizer, eu vivo ele, tento aproveitar, mas a culpa só pode ser minha, o problema só pdoe ser meu, afinal sou eu que atraio tudo ao meu redor não é?

Noossa... eu estou tão confusa. Estou digitando tudo que vêm a minha cabeça, e tomando cuidado ainda de não melar as teclas com as minhas lágrimas.

Ao mesmo tempo que eu tenho essa avalanche de perguntas, também tenho respostas. E sempre foi assim sabia? Eu ia para um canto, ficava sozinha, chorava com raiva ou de tristeza, achando que tudo ia dar errado, e depois eu assoava o nariz, limpava o rosto e começava a pensar em soluções, e tudo aquilo me confortava, eu limpava o rosto, bebia um copo de água e fingia que nada tinah acontecido.

E isso se repetiu várias vezes na minha adolescência, e com certeza não vai deixar de se repetir. A maioria dos adolescentes tendem a causar a maior confusão, alugam o ouvido da melhor amiga ou enchem a cabeça de sua mãe. Eu não, choro sozinha, sofro sozinha, e me recupero sozinha. Talvez eu tenha andado muito sozinha, mas é que eu acho que eu estou acostumada aos meus dramas e se eu alugasse o ouvido de alguém com meus dramas a pessoa ia dar proporção maior do que o problema realmente é, me entende?

O caso é que eu já estou acostumada, e me entendo melhor do que qualquer pessoa. E acho que isso é muito dificil de acontecer com alguem de 15 anos, se conhecer tão bem quanto eu me conheço.

Já limpei as lágrimas, agora vejo com clareza as minahs soluções. Não aproveito tão bem a minha adolescência porque eu penso demais, penso nas consequências, nos conselhos dos meus pais, e penso tanto que acabo por não fazer e não aproveitar a maioria das coisas. Por isso que eu sou tão apegada à minha infância, uma época em que minha barbie me fazia esquecer de todos meus "problemas", além de quÊ eu não tinha tanta responsabilidade.

E é por isso que eu tenho tanto medo do futuro, e consequentemente aumentarão as responsabilidades, os problemas e minhas preocupações, perguntas e indecisões. Além disso também tenho medo da solidão, pois à medida que eu envelheço as pessoas ao meu redor também, e um dos meus maiores medos é perder quem eu am. Nunca tive medo de morrer, mas sempre tive medo de que quem eu amo morra, algo que é inevitável e que eu tento adiar cada vez mais.

Beem... eu também pensei no sentido da minha existência, algo que faça com que eu acorde todos os dias com vontade de viver. Bem... eu penso muito sobre isso, e a única que eu encontrei foi a escrita. Se eu tenho alguma certeza do meu futuro é que eu vou escrever. Não sei onde nem para quê. Mas a escrita vai me ajudar, ela vai me guiar, e me empregar.

Eu também não arranjo namorado porque sou muito exigente. Vocês não me achariam tão exigente se conhecessem meu primeiro (e unico que tive até hoje), mas eu não arranjei nenhum outro deposi dele por causa dessa minha exigencia, apesar de que qualquer coisa com dentes seria melhor que ele. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk³ Tá vendo? Estou melhorando, consegui até sorrir!

Eu fico bem melhor depois que encontro minhas "soluções". Beem... quanto ao meu pai e meu irmão lerem meu blog, ainda me deixa com vontade de chorar. Caaara... fiquei triste de noovo! Eu acho que o maior medo paara que eles não leiam meu blog é por causa da crítica, de crítica já basta eeu! Além disso eu não quero que eles dêem valor ecessivo ao que eu escrevo aqui, às minahs "viagens"... afffzz... é tão pessoal.

Aaain... deixa eu respirar... pensar....vamos fingir que eles não lêem meu blog. E se lêem, e daí? Eu tenho consciência de tudo que eu escrevo neh? E se eles vierem se intrometer na minha vida e perguntar porque eu escrevi determinado texto, eu vou encarar de frente esse pequeno problema e dizer a verdade, já que eu prezo muuuuuuuito a sinceridade, e eu acho que reprimir sentimentos não é a solução, a gente deve resolvê-los.

É isso aí, estou me sentindo bem melhor. Eu nem vou reler o que escrevi para não me arrepender de postar isso. Mas vou colocar um aviso lá em cima pra falar para a galera que se não quiser ler que não precisa. E pra você que chegou até aqui meu muito obrigado, é sempre bom a gente ter um ombro amigo para chorar ou um ouvido para alugar.

Eu já estou de férias e como o tédio tende a aumentar eu vou escrever bastante no meu blog. Prentendo continuar com as histórias da viagem para a Disney e vou contar também como está sendo minhas férias, espero que coisas boas acontecessam para eu contar para vocês!

Tudo de bom para vocês e não precisam se preocupar comigo que eu já estou bem melhor.





Beijinhoooos ;*

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A fuga (continuação)

A vida toda fora uma garota indecisa, mas cheia de sonhos. Seus pais a ajudaram muito até ela se tornar independente. Na infância sempre teve inveja um pouco de inveja de sua melhor amiga, que sempre fora bonita, decidida e segura de si. Por ser assim, sua amiga conseguia tudo que queria.

Elas se adoravam e sempre ajudaram uma à outra. Mas sua amiga nunca a ensinara o segredo do seu sucesso. Só agora, depois de tantos anos, que ela compreendia tudo. Sua timidez e insegurança fizeram com que ela nunca aceitasse quem ela era de verdade, diferente de sua amiga que sempre demonstrou seu amor próprio.

Tinha medo do que as pessoas iriam pensar sobre ela, tinha medo da vida. E acima de tudo, medo de si mesma. Passou a vida esperando uma mudança que nunca viria. E assim concluiu: “Eu não devo esperar mudanças se não tiver feito nada para que elas aconteçam”.

No dia seguinte ao invés de fugir, ela mudou. No trabalho quase não a reconheceram, com seus cachos esvoassantes e sardas no rosto. Ela usava jeans, camiseta e salto, pois adorava a sensação de se sentir alta. Na reunião com seu superior, ela tomou coragem e apresentou um novo projeto para a empresa, o que lhe rendeu ótimas críticas.

Um mês depois ela continuava ocupada com o trabalho, ainda mais depois que teve o seu projeto aceito. No entanto ainda restava-lhe tempo para se encontrar com um rapaz que tinha conhecido no ônibus, rapaz esse que sempre esteve por perto, só que ela nunca tinha tido chance de conhecer por fugir de “eventuais conversas”.

No trabalho, quando sua colega perguntou o segredo para tantas mudanças boas em sua vida, ela respondeu: “Parei de fugir de quem eu era e me aceitei como sou. Busquei o que havia de melhor em mim e consegui confiança suficiente para ir em busca de minha felicidade”.

Agora, ela encarava seus problemas de frente, não mais fugia deles. Continuava a ler seus romances com histórias interessantes, mas não deixava de viver sua vida. Afinal, ela tinha descoberto que melhor do que a vida dos personagens fictícios, era a sua vida real.

(fiim)


Beijinhooos ;*

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A fuga

Ela não compra jornal para fugir das tristes notícias da realidade. Todos os dias ela senta em lugares diferentes do ônibus, para fugir da rotina. Coloca os fones no ouvido e depois começa a ler o novo romance que havia comprado, para fugir de uma eventual conversa com a pessoa que sentasse ao seu lado.

Na reunião do trabalho mantinha-se sempre calada, para fugir das críticas de seu superior. Sempre estava atolada de trabalho e isso a deixava ocupada demais para pensar em seus problemas pessoais.

Trabalhava o quanto podia, para fugir da hora que teria que voltar para casa, pegar o mesmo ônibus de todos os dias e continuar com a rotina que ela tanto odiava. Por mais que tentasse fugir, todo dia quando chegava em casa, era a sua imagem que via no espelho.

Ela sempre dava escova no cabelo para fugir de seus cabelos cacheados. Sempre passava bastante maquiagem para esconder suas poucas sardas. Usava preto para fugir do branco. Usava tênis para fugir do salto. Sua imagem era o mais simples possível, para fugir de olhares, para não chamar atenção.

Vivia sempre a se perguntar por que sua vida não podia ser igual aos romances que lia. Nada de interessante ou emocionante acontecia em sua vida, e era nos romances que ela encontrava a diversão que desejava para si mesma. Adorava saber que no final tudo ia dar certo: a mocinha ia ficar com o mocinho e a prima maluca, que tinha tentado separar o casal principal, se mudaria para bem longe.

O fato de saber que tudo ficaria bem no final, dava-lhe esperança. Fazia-lhe acreditar que o mesmo aconteceria com ela. Mas, até agora, nada de interessante tinha acontecido com em sua vida. Tirando o bom emprego e a casa própria, ela não tinha nada, estava sempre sozinha.

Por vezes pegava-se lamentando porque vivia tão triste, se tinha quase tudo que queria. Dois de seus sonhos já haviam se realizado, e não entendia por que não estava satisfeita. Na verdade ela sabia, mas fugia da resposta, preferia ler seus livros de romance para esquecer o assunto.

Então, um dia, ela encarou sua imagem no espelho. Fazia tempo que estava fugindo dela, e de si mesma. Seus cabelos estavam quase secos e levemente cacheados. Tinha bonitos olhos castanhos e um sorriso impecavelmente branco. Ela não era tão feia quanto imaginava, teria ainda quem dissesse que ela era muito bonita.

Mas havia uma tristeza que a consumia por dentro. Uma angústia, insatisfação, medo, insegurança. Todos esses sentimentos refletidos em sua imagem. Ela começou a chorar e dessa vez, ao invés de fugir das lágrimas e ir para o mundo da leitura, ela resolveu pensar por que se sentia assim.

(continuuua...)

Beijinhooos ;*

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Adeus para nunca mais

A opção era praticamente única. A pessoa que ele tanto amava havia sofrido uma morte cerebral. Agora, em cima daquela cama, a única coisa que a mantinha viva eram os aparelhos que não paravam de piscar. Toda a vivacidade que ela possuía tinha desaparecido. Ela tinha se tornado um vegetal, que apenas respirava, não mais sentia.

Lembrou-se de sua risada todas as vezes que lhe contavam algo engraçado. Lembrou-se também de como ela vivia a vida intensamente, falando o que pensava, e que nas ocasiões mais adversas sempre estava com um sorriso no rosto e com palavras de otimismo para dizer.

Desde cedo ela sofria por conta de sua saúde. Era freqüente encontra-la no hospital e era perceptível como ela já estava acostumada com a notícia de uma nova cirurgia, apesar de, claro, não gostar muito da idéia. Eles seguiram nessa luta juntos, por toda a vida, mesmo sendo jovens demais para tantas dificuldades. Ele teve a escolha de lutar junto com ela, apesar de ela não ter tido escolha.

E naquele momento tudo que eles viveram juntos, toda aquela luta em busca de soluções para melhorar a saúde dela, tinham se tornado lembranças. Tudo que viveram era passado. E agora, no presente, ela estava em sua frente, deitada em uma cama de hospital. O que ele via era apenas sua matéria que não se mantinha funcionando por conta própria. Ela já tinha deixado aquele corpo há algum tempo, mas era difícil acreditar.

Era difícil acreditar que ele não ouviria mais seu riso, veria seu sorriso, ouviria suas palavras de otimismo ou seria alvo de sua sinceridade. O que o consolou foi saber que mesmo que ela não estivesse presente em vida, estaria sempre guardada na memória e em seu coração.

O médico entrou no quarto. Pediu sua permissão. Ele fez que sim com a cabeça e o médico apertou um botão. As luzes não piscavam mais, até sua matéria tinha deixado de funcionar. Ele não conteu as lágrimas. Deu um beijo em seu rosto e disse adeus para nunca mais.

Escrevi este texto pois perdi uma pessoa muito querida, numa situação parecida. Ainda é difícil acreditar que não ouvirei mais seu riso e nem serei alvo de sua sinceridade. Choro todas as vezes que lembro dela, mas guardo sempre a sua imagem feliz e ela sempre estará guardada em meu coração.

Prometo um post mais feliz da próxima. E quem sabe a continuação da minha viagem?

E por favor, avaliem esse texto com olhar crítico, pois eu vou inscrevê-lo num concurso do meu colégio para ganhar meia bolsa. Me desejem boa sorte!

Beijinhooos ;*