quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Equilíbrio

E lá se vai mais um rolo de papel higiênico. A lixeirinha em cima da estante já transbordara de tantos papeis sujos de nariz assoado, já haviam se amontoado mais papeis assoados ao redor dela. Para quê tanta lágrima? Para quê tanto choro?

Ninguém havia morrido. Ela não tinha brigado com ninguém. Possuía casa, comida e roupa lavada. Sua família continuava unida e feliz. Ela possuía tantas amigas e sabia que podia contar com cada uma delas. Então, mais uma vez eu pergunto: para quê tanta lágrima? Para quê tanto choro?

É uma das alunas melhores da turma. A conselheira, a piadista, a mais amiga, das amigas. O orgulho dos pais. Causadora de inveja para as meninas da turma. Cheia de qualidades, sempre com um sorriso no rosto e com palavras de otimismo. Por que chorar tanto?

Tudo bem que o menino mais bonito do colégio não goste dela. Tudo bem que ela não seja boa dançarina. Tudo bem que ela não tenha paciência com crianças, física e matemática. Que ela não seja a mais bonita, a mais estilosa, a mais isso, a mais aquilo. Tudo bem.

O problema é que ela não se contenta com o que é, com o que têm. Ela é egoísta. Ela quer ser perfeita. Ela tenta dar mais valor às suas qualidades, mas tem plena consciência de seus defeitos. É por isso que ela chora. Porque naquele momento ela estava dando vazão ao seu lado negativo, ao seu lado triste, rancoroso, raivoso, do mal.

Ela tenta sempre encontrar o equilíbrio, mas por pensar demais, ela se torna sempre passiva demais. Agora é seu momento de explodir. Nas pessoas existem dois lado que se completam: o do bem e o do mal. E ela é boa demais. Ela guarda demais suas energias negativas e só deixa passar as positivas.

É por isso que ela chora tanto. Para descarregar toda sua energia negativa sem fazer mal a ninguém. Porque amanhã, depois de tanto gastar papel higiênico, ela estará boa de novo. E é assim que ela encontra seu equilíbrio.

E onde está o seu equilíbrio?


Beijinhooos ;*

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Goiânia

Chegando em Goiânia eu já comeceeei a gostar de tudo que eu via. Adoreei o hotel, adorei o shopping em frente ao hotel, adoreei a sky do hotel, adorei tudo. Depois de nos acomodar no hotel e do amigo do meu pai ter uma crise alérgica e ficar todo inchado, nós fomos jantar e por coincidência encontramos um amigo do meu pai que também estava passeando pela capital do Goiás e fomos jantar com ele.

O restaurante era ótimo, as pessoas agradáveis e o melhor de tudo foi que eles deram ótimas dicas turísticas para nós. Dormir bem naquela noite, apesar de ter q acordar toda hora para ter que empurrar meu irmão que insistia em dormir em cima de mim.

Logo de manhã começamos nosso passeio turístico. Fomos a alguns monumentos importantes e algumas praças. Até em um museu nós fomos. Até que deu o horário de início da Feira da Lua, a feira mais perfeita que eu já fui em minha vida.

Quando meu pai disse que a gente ia ter que almoçar na feira eu quase surtei. Afinal, pela experiência que eu tive na feira de Brasília eu achava que almoçar em feiras era nojento e nada agradável. Mas quando eu vi como era a “praça de alimentação” da Feira da Lua, eu me apaixoneei. Super linda e limpinha, além de ter várias opções de comidas deliciosas.

Depois de comidas, eu e minha mãe nos separamos do meu pai e fomos às compras. Cada roupa linda a gente encontrava! E o melhor de tudo era o preço! Vestidos que a gente só encontrava nas lojas por mais de cem reais estavam custando cinqüenta! E aquelas sandálias de couro de sessenta reais? Perfeitas! E aquelas blusas de cóton por cinco reais? Comprei um mooonte! Resumindo: a feira começou às três da tarde e foi até às dez da noite, nós chegamos às duas e meia da tarde e só saímos da feira às onze da noite. Essa feira foi boa demais, sô!

Fiquei super cansada e feliz depois da feira. Eu estava tão satisfeita que nem me importei de não ter ido à Feira do Hippie no dia seguinte. E foi no dia seguinte que nós retornamos para casa. A viagem foi longa, mas eu nem percebi. Eu estava feliz com as minhas férias que estavam acabando e não conseguia tirar os olhos do livro que eu tinha comprado em Brasília (Eclipse – Stephenie Meyer).



Beijinhoos ;*

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Caldas Novas

Saímos de Brasília depois de tomar um tardio café da manhã. Em poucas horas e algumas paradas para comer, abastecer e comprar, chegamos a Caldas Novas. Fomos direto a um restaurante almoçar, apesar de passar das três da tarde. Em seguida fomos para o prédio onde tínhamos alugado um apartamento para ficar.

Chegando ao prédio colocamos a pulseirinha de identificação, subimos a bagagem e nos acomodamos. Fui a última a tomar banho, e por causa da minha demora de lavar o cabelo e da pressa dos adultos, eu e B.* fomos as únicas a ficar em casa. Jogamos baralho, assistimos televisão e quando eles chegaram do passeio já era hora de dormir.

No dia seguinte fomos para o Náutico Clube. Nesse parque aquático tinha uma piscina de onda, uma piscina para crianças, um passei de barco pelo rio e um restaurante que servia comidas deliciosas. Aproveitamos tudo, inclusive o passeio de barco. Depois eu comecei a tirar várias fotos, aproveitando a paisagem linda do local. E depois de um tempo eu percebi que uma família se divertia com a cena na qual eu era a protagonista. Riam tanto pelo simples fato de eu programar a máquina e sair correndo fazendo várias poses da moda.

No outro dia fomos ao famoso Hot Park, o parque aquático das águas quentes. O dia foi super divertido. Desci várias vezes nos tobo – águas, tanto que os salva vidas ficaram meus amigos e por causa do meu sotaque começaram a me chamar de baianinha. Um deles disse assim:

- Baianinha, como é que fala lá na Bahia? Eita baiana arretada, neh?

Também fiz amizade com uma paulista na piscina de correnteza. A paulista e a filha eram pessoas super legais e elas até me ajudavam a não me perder de B. quando a correnteza estava muito forte.

Mas o melhor mesmo do Hot Park foi ao final, quando eu e B. descemos na Tirolesa. Eu sempre fui louca para descer de Tirolesa e assim que meu pai me deixou descer na Tirolesa do Hot Park, eu não perdi a oportunidade. O problema foi quando eu já estava prestes a pular e com todo o equipamento de segurança. Foi nesse momento que eu quase tremi de medo. No entanto eu nem pensei em desistir, fui com a cara e a coragem, não tanto quanto B., e pulei daqueles trocentos metros de altura! Griteei demais, até chegar a água quentinha do lago artificial. Valeu muito a pena.

Aquele foi o ultimo dia em Caldas Novas. No dia seguinte pegamos estrada de novo e fomos para a capital de Goiás, Goiânia.


*B. tem mais ou menos a minha idade e é a filha dos amigos do meu pai, que estava viajando com a gente.



Beijinhooos ;*

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Brasília - DF [2]

(... Continuação)

No dia seguinte fomos visitar a Torre de TV de Brasília, mas por ser dia de segunda - feira, nós não podemos subir nela, então ficamos passeando pela feira que fica embaixo da torre. Apesar das poucas barracas abertas, novamente por ser segunda – feira, nós fizemos algumas compras de lembranças da nossa viagem.

Depois, infelizmente, meu pai resolveu que iríamos almoçar na feira mesmo, ao invés de ir para algum restaurante. Todos gostaram da idéia, menos eu. A comida era horrível, o local era nojento, e não havia a necessidade de a gente almoçar num local com aquelas condições. Mas, não deixei que o péssimo almoço, almoço desestimulante, estragasse a viagem.

Então, seguimos para o Congresso Nacional. Após uma longa sessão de fotos em frente aquela arquitetura tão conhecida pela TV, tivemos a sorte de pegar uma excursão pelo Congresso quando ela estava para começar. E foi assim que eu caminhei por aqueles carpetes verdes e azuis por onde tantos políticos passam para irem às suas sessões decidir o caminho do nosso país.

Demos também uma passada pelo Supremo Tribunal Federal, onde tiramos outras fotos. E tiramos mais algumas fotos na Praça do Três Poderes também. Saindo de lá, passamos pela belíssima Ponte JK e fomos em busca da residência do nosso companheiro Lula.

Primeiro passamos em frente ao Palácio do Jaburu, residência do companheiro vice, e lá fomos fuzilados pelos olhos dos seguranças, curiosos com nossa presença. E chegamos em fim ao Palácio da Alvorada, local onde vive Lula, sua esposa e sua Ema. Isso mesmo! Entre aquela linda imagem de uma escultura residência digna de um Presidente da República, passeava uma Ema, indiferente aos seus visitantes.

Após o tour pelos principais pontos turísticos do Distrito Federal, fomos no Brasília Shopping. E foi lá que eu descobri que o meu irmão não poderia entrar no cinema junto comigo por ser menor de idade. Foi lá que eu fiquei com pena do meu irmão e não fui ao cinema. E foi lá que eu comprei Eclipse o terceiro livro da série escrita por Stephenie Meyer.

Voltamos do Shopping exaustos e logo fomos dormir, pois no dia seguinte pegaríamos a estrada rumo a Caldas Novas.


Beijiiinhooos ;*

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sixteen

Dessa vez é a minha vez de fazer aniversário. Enquanto o blog faz apenas um aninho de idade (o que é muito para o mundo dos blogs), eu faço 16 (o que é muito para mim).

Nesse ponto eu sou parecida com a Bella de Crepúsculo: nem gosto de fazer aniversário. Mas os meus motivos são diferentes do de Bella. Ela não quer fazer aniversário porque Edward, o amor de sua vida, é um vampiro imortal que aparenta ter 17 anos, e ela não quer ter que ficar mais velha do quê a aparência dele, já que é difícil conviver com sua estrema beleza, seria mais difícil ainda conviver com sua juventude.

O meu motivo por não gostar tanto assim de fazer aniversário, não é por causa de algum vampiro perfeitamente lindo e imortal. É porque eu tenho medo de crescer, tenho medo dos problemas que virão à medida que eu vou ficando mais velha.

Tenho medo porque as pessoas envelhecem junto comigo, e a tendência é envelhecer cada vez mais até morrer. E eu tenho medo de perdê-las. Não sei se estou preparada para suportar o tempo que passa cada vez mais rápido, sem que tenhamos tempo de aproveitar tudo que a vida tem a oferecer.

E além de todo esse medo, eu tenho saudades do tempo que eu era criança “que o medo era motivo de choro, desculpa para um abraço ou um consolo”. E agora imagine uma jovem de 16 anos assumindo ter medo da vida e medo de crescer. Existem coisas, como essa, que à medida que vamos crescendo deixam de ser admissíveis. E eu não sei se estou preparada para deixar de ser criança. Porque no fundo eu ainda sou aquela menina que fazia coleção de Barbies, apesar de eu já ter doado todas elas.

O fato é que estou fazendo 16 anos e terei que me acostumar com a idéia, assim como me acostumei quando fiz 15 anos. Só espero não chorar tanto quanto a outra vez.

Outro fato importante é que crescer é preciso. É preciso crescer para aprender a viver. Além disso, temos um ano inteiro para nos acostumar com a nova fase de vida. E essa é a melhor parte: a gente acaba se acostumando. Eu acredito que seja boa, pois você não conseguir conviver consigo mesma ou com o fato de estar mais velha que é ruim.

E nessa fase que acabo de entrar as pessoas passam a esperar mais de mim. Elas esperam que eu tome juízo, que eu vire rebelde, que eu arranje um namorado, que eu passe no vestibular, que eu tire boas notas, que eu seja bem sucedida, que eu ganhe dinheiro, que eu me torne uma menina exemplar.

Mas você quer saber o que eu espero? Pelo menos para o ano em que eu estarei com 16 anos? Eu só espero que eu seja feliz.

Feliz aniversário para mim, e para Bella, eu só espero que ela seja mordida por Edward antes que esteja velha demais para ele.


Beijiiinhooos ;*

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Brasília - DF

Eram apenas 530 km de onde estávamos para Brasília, então não custava nada dá uma passadinha por lá. Quer dizer, quase nada. Pelo menos era mais perto do quê Salvador/Brasília, além disso, tratava-se de uma visita à capital do nosso país.

Não tínhamos reservado hotel. Pois na véspera da viagem o Tio da Maçonaria havia combinado com meu pai que ficaríamos na casa de alguém da família dele, e assim não gastaríamos nada.

Quando chegamos, logo percebi que a fama de Brasília de ser uma cidade plana não era mentira. Bem iluminada, plana e com a maioria de suas casas pichadas. Foi essa a primeira impressão que tive da capital do nosso país. Eu estava meio sonolenta quando chegamos na casa onde iríamos ficar, mas eu pude ver o muro das casas pichados, e essas casas rodeadas por grades, pareciam gaiolas. Pelo visto era necessária muita segurança para morar naquela cidade.

Mesmo estando suuuuper cansados aceitamos o convite do nosso anfitrião para comer uma pizza. Depois de “comidos” e quando íamos nos despedir para dormir eles nos convidou para tomar o café da manhã em sua casa no dia seguinte. E assim que acordamos fomos para lá, tomar o café. A esposa do nosso anfitrião foi super hospitaleira e gostou muito da nossa visita. Ficamos conversando um pouco com os nossos anfitriões e quando vimos já era mais de 11 horas da manhã.

O fuso horário tinha atrapalhado a gente e já era tarde demais para conhecer alguns lugares em Brasília que só era possível conhecer num domingo de manhã. E como já passava do meio dia e a chuva insistia em não ir embora, só tivemos a oportunidade de conhecer a linda Catedral de Brasília, onde está localizada uma cópia da obra de arte “Pietá” (se não sabe o que é procura no Google que você descobre).

Depois nossos anfitriões nos levaram para almoçar num restaurante de comida nordestina (muito original para quem mora na Bahia e vai visitar Brasília, não é mesmo), que a propósito fazia uma ótima carne-de-sol. Mais uma vez “comidos” fomos enfrentar a chuva um pouquinho e demos uma passada na Feira de Importados, onde vendia produtos parecidos com o meu tão conhecido Feiraguai (Feira de Importados do Paraguai em Feira de Santana na Bahia).

Fizemos alguns compras realmente pequenas, demos uma passada em casa, trocamos de roupa e fomos passear em um Shopping próximo. Por falta de sorte o Shopping estava fechando e só deu mesmo para aproveitar uma Choparia (Meus pais e o casal de amigos deles que estavam viajando conosco) e aquela parte de jogos que tem em todo Shopping (meu irmão e a filha do casal). Restou a mim esperar voltar para casa para poder dormir e torcer para que no dia seguinte a gente fosse novamente num Shopping para eu pegar um cinema, já que naquele dia a última sessão já havia começado.

(continuuaa...)


Beijiiinhooos ;*
P.S.: Desculpem pela demora de postar. Sabem como é: passei a maior parte das férias viajando e quando eu cheguei em casa já estava no período de volta às aulas, então, não tive tempo de postar. Prometo postar com mais fequência. ;*

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Um ano de Garota Viajante

"Trinta e oito postagens e seiscentos e três comentários em apenas um ano. A Garota Viajante foi criada no dia primeiro de fevereiro de dois mil e oito, em mais um dia quente de verão, no final de umas longas férias e de um dia tedioso."

Escrever sempre fora minha paixão dês de quando eu era pequena. Eu vivia escrevendo cartinha para todos os familiares e amigos que eu conhecia e sempre tive interesse em aprender cada vez mais sobre a escrita.

A partir dos seis anos ou cinco talvez, eu comecei a escrever em diários. Relatava o meu dia-a-dia e pedia desculpas toda vez que tinha preguiça de escrever. Na minha sétima e oitava séries eu voltei a escrever em diários. Tenho os dois guardados até hoje. São dois cadernos em que cada folha foi preenchida com relatos do cotidiano, textos, poesias, fotos, entre outros, que ajudavam a expressar meus sentimentos e registrar momentos de minha vida.

Os diários eram (e são até hoje) secretos, ninguém poderia lê-los, pois havia assuntos comprometedores e constrangedores escritos. Mas eu, de certa forma, sentia a necessidade de que alguém opinasse com relação aos meus textos, de preferência alguém que não se envolvesse nas minhas histórias de modo pessoal e que nem jugasse meus textos levando em consideração a convivência que tivesse comigo.

Eu precisava de um leitor que jugasse meu texto apenas pelo que ele era e não pelo que a autora dele representava. Foi quando eu me lancei à “rede” e me transformei na Garota Viajante. Uma garota desconhecida que se tornaria autora de meus textos e que seria jugada e comentada por outros desconhecidos iguais a ela.

E a Garota Viajante foi ganhando um espaço cada vez maior em minha vida. Antes criada para ocupar o tempo ocioso de umas férias que chegavam ao fim, ela passou a ser grande fonte de alegria. Era ela quem me dava utilidade e não o contrário. Eu era a Garota Viajante, escrevia meus textos e as pessoas gostavam dele! Isso era incrível, e me deixava extremamente feliz, afinal todos adoooram receber elogios.

Um ano se passou e a Garota Viajante sobreviveu. Seu primeiro ano de vida, extremamente bem aproveitado. Posso dizer que sou uma “artista” e a Garota Viajante é o meu meio de me expressar, por isso se depender de mim muuuitos e muuuitos anos virão. Sendo eu a Garota Viajante e ela sendo eu, juntas somos uma só.

Então, PARABÉNS PARA MIM! Ou melhor, para o blog, pois o meu aniversário será só daqui a alguns dias.



Beijiiiinhooooos ;*